Percepções de licenciandos sobre dificuldades conceituais e estratégias formativas no curso de Química da Ufac

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14244/aond.v5i1.106

Resumo

A aprendizagem de conceitos químicos tem se mostrado, ao longo do tempo, um dos maiores desafios tanto para estudantes da educação básica quanto para estudantes de cursos de licenciatura. Esta pesquisa tem como objetivo investigar, a partir das percepções de licenciandos em Química da Universidade Federal do Acre (Ufac), as dificuldades conceituais vivenciadas ao longo da formação inicial e as estratégias didáticas que, segundo eles, contribuem ou limitam sua aprendizagem. Com abordagem qualitativa de natureza exploratória, utilizou-se um questionário semiaberto como instrumento de coleta de dados, respondido por 17 estudantes do curso de Licenciatura em Química. Os dados foram examinados à luz da Análise de Conteúdo, que revelou duas categorias principais: práticas docentes percebidas como significativas para a aprendizagem e inseguranças conceituais relacionadas à apropriação dos conteúdos específicos. Os resultados mostram que a formação do futuro professor de Química da Ufac é atravessada por movimentos de busca, tensão e ressignificação, evidenciando fragilidades estruturais e potencialidades formativas. Reconhecer as dificuldades enfrentadas e as estratégias mobilizadas pelos licenciandos contribui para repensar práticas institucionais, qualificar o ensino de Química e fortalecer a construção de uma docência mais reflexiva, sensível e comprometida com a aprendizagem dos estudantes da educação básica.

Biografia do Autor

Wandson Lopes de Souza, Universidade Federal do Acre (UFAC)

Estudante de licenciatura em Química na Universidade Federal do Acre (Ufac), no campus de Rio Branco - AC. Atuou como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do Subprojeto Licenciatura em Química, de novembro de 2020 a abril de 2022. Atuou com bolsista no Projeto N.A.V.E Tech Acre (Núcleo Avançado de Empreendedorismo e Tecnologia do Acre), parceria entre a Universidade Federal do Acre-UFAC e a Samsung Eletrônica da Amazônia LTDA., por intermédio da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre ? FUNDAPE. Elabora projetos na plataforma do YouTube ( conteúdos de aprendizagem), na qual é postado vídeos relacionados a Química, com intuíto de ensinar o conceitos básicos da disciplina. (Texto informado pelo autor)

José Víctor Acioli da Rosa, Instituto Federal do Acre (Ifac)

Graduado em Licenciatura em Química pela Universidade Federal do Acre - Ufac. Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pelo Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM) pela Ufac. Professor EBTT da área de Química no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac). Integrante do Grupo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Ensino de Ciências (GEPEEC) e do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Química (NEPQ), que desenvolve projetos de pesquisa científica e extensão na formação inicial e continuada de professores, elaboração de materiais didáticos para o ensino de Ciências e de Química.

Carlos Eduardo Garção de Carvalho, Universidade Federal do Acre (UFAC)

Graduado em Engenharia Química pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2000, com doutorado em Química, na área de Físico-Química, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) em 2006. Atualmente é Professor Titular do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Universidade Federal do Acre (UFAC), onde exerceu, por dois mandatos consecutivos (20122019), a função de Diretor do Centro. Atua também como editor da revista científica Scientia Naturalis. Participou do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia (PPG-CITA/UFAC), nível mestrado, no período de 2015 a 2020. É docente permanente do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM) da UFAC e do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI), polo UFAC, no qual ocupa o cargo de vice-coordenador desde 2023. Possui experiência nas áreas de Engenharia Química e Físico-Química, com ênfase em Cinética Química, Catálise, Termodinâmica e Espectroscopia. Seus principais temas de pesquisa incluem: óleos, biocombustíveis e fontes renováveis de energia; catálise heterogênea e materiais à base de nióbio; ensino e aprendizagem em Ciências e suas Tecnologias; e experimentação no ensino de Química/Físico-Química.

Alcides Loureiro Santos, Universidade Federal do Acre (UFAC)

Docente da Universidade Federal do Acre (Ufac), lotado no Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN). Doutor em Ciência Animal pela Universidade Federal do Acre (2024). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Federal do Acre (2016). Aperfeiçoamento para Professores de Química pela Universidade de Aveiro (Portugal - 2014). Graduado em Licenciatura Plena em Química pela Universidade Federal do Acre (2009). Atua área de Ensino de Química, com ênfase em Tecnologias Educacionais.

Gahelyka Aghta Pantano Souza, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Licenciada em Química e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Professora na Universidade Federal de São Carlos, Campus Araras, vinculada ao Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME), desde 2025. É professora pesquisadora permanente do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM) desde 2021 e do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI-Polo UFAC) desde 2023. Participou da Comissão Avaliadora de Livros Didáticos de Química do Ministério da Educação no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2022, 2023 e 2025). Foi representante regional da Região Norte da Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ) (2018-2021). Coordena o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Química (LEPQ) desde 2016 e é Secretária Geral da Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ) biênio (2024-2026). 

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Publicado

2026-03-27